Olá gente, sumi por quase 20 semanas mas estou de volta. Envolvida com a mudança de estado, nova moradia e novo morador do meu ventre. É, aqui hoje mora Vinicius, meu filho que tanto sonhei a vida inteira. Foram tantos momentos de ansiedade, tantas dúvidas e questionamentos que simplesmente esqueci, passei batido, de compartilhar aqui minhas experiências. Na verdade, estava na ânsia de adquirir informações mas percebi o quanto é importante compartilhar também as dúvidas. Agora, com o avançar da gravidez, na verdade é como se a ficha tivesse realmente caído, sentir ele mexer e saber da sua presença real parece tudo fazer mais sentido. Claro que desde o início a emoção transborda e a gente começa a cultivar esse amor, mas esse contato agora, sentir seus chutes, a barriga tremer, ah...é muito lindo de se viver. E não posso negar que estou radiante. Vou resumir a minha trajetória até aqui pois decidi levar mais sério ainda esse espaço, compartilhar dúvidas e reunir mulheres que estão vivenciando essa mesma experiência, afinal, as dúvidas são muitas e como marinheira de primeira viagem não posso mais ficar à deriva. Vamos lá...
Eu estava de mudança de Recife para Fortaleza fim de fevereiro devido a transferência do meu marido, tive que pedir desligamento do meu emprego, estava em processo seletivo em algumas outras empresas, planos de engravidar em stand by, quando "pumba"! Engravidei...dei a notícia ao meu marido a distância, pois até então estava finalizando as coisas em Recife. Tive sangramentos nas primeiras semanas como viram no último post, e esses sangramentos duraram até 15ª semana. Sim, desesperador! Fiz todos os exames possíveis e nada foi diagnosticado. Fiquei de repouso absoluto, numa cidade nova, sem conhecer ninguém e o pior, sem a menor autonomia (coisa que sempre tive). E, só o salário do marido, eu que sempre fui workaholic, tão independente e fiz o que quis, me vi bem isolada e com pouca grana, ou melhor, nenhuma. Aí, sem dinheiro livre para para minhas coisas pessoais, muito em casa, me dediquei a ler e a entender esse universo tão novo que é a maternidade. Independente de olhar religioso, se Deus me concedeu o meu maior sonho dessa forma, eu tinha que aproveitar essa oportunidade para esperá-lo cheia de amor e apesar das adversidades bem feliz. Ah, ainda virei uma dona de casa exemplar e cozinheira de mão cheia, mas sonhando no dia em que nunca mais precisarei fazer (kkk). Desculpem as prendadas, eu faço bem feito, com carinho mas sem prazer algum, meu negócio é trabalhar fora e estar antenada com tudo a minha volta. Mas, até que o universo doméstico não anda tão sofrido assim, apesar de não amar estou levando numa boa. Pensou que os probleminhas acabaram por aí? O meu plano de saúde era local, ou seja de Pernambuco, e no Ceará só tenho cobertura para urgência, todos os meses pego um vôo para Recife para fazer meus exames lá, tão pensando que o sufoco é pouco, é?! Não, não está sendo fácil e os gastos incontáveis, mas no fim, extremamente prazerosos porque são tudo para nosso filho. Vamos lá que ainda tem muito pano pra manga, na 16ª semana já livre dos malditos sangramentos, fiz uma ultrassom para saber o sexo e estava lá: menino! Eu sabia, sentia, sonhava com um menino desde criança...sonhei com um menino na noite anterior de fazer o beta HCG. Era ele, meu Vinicius. Pai vibrando, tudo que ele queria e eu também. Até que os desafios não pararam por aí. Na 21ª semana fui fazer a ultrassom morfológica em Recife e no exame deu uma dilatação nos rins do meu bebê, fiquei desesperada pois já estava com passagem de volta para Fortaleza e minha médica pediu uma segunda opinião, pois o médico que fez a ultra não informou o tamanho da dilatação no laudo. Voltei para Fortaleza e marquei com um dos melhores especialistas daqui outra morfológica particular, ele refez o exame e confirmou que realmente existe uma dilatação bilateral nos rins do meu bebê, o direito um pouco maior, mas segundo ele de extensão 6 e o mais preocupante é quando passa de 10, que é importante monitorar mas que isso pode se reverter até o parto, ou depois do nascimento ficar acompanhando para ver se não evolui. Apesar de todo discurso tranquilizador do médico, de toda minha fé e pensamento positivo, não tem como não se preocupar e redobrar as orações. Você vai ler relatos na internet, vê resultados positivos mas também vê coisas ruins, e depois se arrepende de buscar o Dr. Google quando o seu médico, aquele que estudou tanto pra isso te tranquiliza. Mas, é só mais um desafio, né gente? É só mais um para enfrentarmos. O bom foi ver na ultrassom também o quanto ele já está grandinho, deu para ver seu rostinho e quanto já é bonito (pelo menos pra mim que mesmo no embaço do ultrassom achei ele lindo!).
Ufa! Escrevi, viu?
Passado todo esses transtornos, que pode ser considerado fichinha na vida de tantas outras mulheres que passam por desafios bem maiores, estou radiante! Estou saudável, morando numa cidade agradável e até já fiz algumas amizades aqui. Claro, não é a mesma coisa de estar entre seus familiares e amigos, mas estou levando numa boa toda essa mudança. Vou ser mãe e realizar o meu maior sonho, aliás, o único, o resto sempre foram objetivos e isso é o mais importante.
A partir de agora vou compartilhar aqui meu cotidiano, dúvidas, novidades, enxoval e tudo que se refere a esse universo tão mágico e novo que é a maternidade. Espero que me ajudem a dividir suas experiências postando nos comentários, ok?