quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Parto: normal ou cesariana?

Parto: normal ou cesariana?

Marinheira de primeira viagem, nunca imaginei que a pressão social hoje em dia era tanta em relação ao parto, o que me sugere até um certo "modismo" (até na hora de nascer?). Desde que engravidei respondo perguntas como: "você terá seu filho de parto normal, não é?", constrangida em responder que não, começo a explicar os motivos. Semanas atrás estava em um laboratório e sentou uma moça do meu lado que ao me ver grávida discorreu toda sua história do seu parto normal na água com doula e da beleza que foi depois de 20 horas de trabalho de parto dar a luz, depois no final fez a velha pergunta: "você terá seu filho de parto normal, não é?". Respondi que não e antes que eu começasse a explicar, lá se foi um grande discurso sobre a natureza da mulher e que somos o país com maior índice de cesarianas desnecessárias e tal. Graças a Deus, fui logo chamada, era melhor fazer exame de sangue. Sim, eu sei de tudo isso que ela falou e concordo, o Brasil e os nossos médicos fazem cesarianas de maneira indiscriminada para produzir e ganhar mais, e realmente ela deve acontecer com indicação médica e no meu olhar, mais além, tbm por escolha da mulher. Afinal, se a mulher tem problemas de saúde que a impedem de tentar o parto normal, ela vai arriscar a sua vida e a do bebê? Se o corpo é dela e ela escolhe se submeter a uma cirurgia cesariana, qual o problema? Antigamente muitas mulheres morriam no parto ou seus bebês justamente pq seu corpo não estava preparado, então uma cesariana não é tão ruim assim, não é? E vamos combinar, não é toda mulher que se submete ao parto normal que consegue parir de maneira tranquila. Não estou querendo com isso fazer apologia a cesariana, o parto normal é um sonho, é lindo, é uma emoção imensa, é o mais adequado, é a melhor recuperação para mulher, mas existem indicações médicas que sugerem que para determinadas mulheres não é. Além disso, a escolha é da mãe. Seremos julgadas até no dia mais especial de nossas vidas? 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Voltei! 24 semanas de gestação

Olá gente, sumi por quase 20 semanas mas estou de volta. Envolvida com a mudança de estado, nova moradia e novo morador do meu ventre. É, aqui hoje mora Vinicius, meu filho que tanto sonhei a vida inteira. Foram tantos momentos de ansiedade, tantas dúvidas e questionamentos que simplesmente esqueci, passei batido, de compartilhar aqui minhas experiências. Na verdade, estava na ânsia de adquirir informações mas percebi o quanto é importante compartilhar também as dúvidas. Agora, com o avançar da gravidez, na verdade é como se a ficha tivesse realmente caído, sentir ele mexer e saber da sua presença real parece tudo fazer mais sentido. Claro que desde o início a emoção transborda e a gente começa a cultivar esse amor, mas esse contato agora, sentir seus chutes, a barriga tremer, ah...é muito lindo de se viver. E não posso negar que estou radiante. Vou resumir a minha trajetória até aqui pois decidi levar mais sério ainda esse espaço, compartilhar dúvidas e reunir mulheres que estão vivenciando essa mesma experiência, afinal, as dúvidas são muitas e como marinheira de primeira viagem não posso mais ficar à deriva. Vamos lá...
Eu estava de mudança de Recife para Fortaleza fim de fevereiro devido a transferência do meu marido, tive que pedir desligamento do meu emprego, estava em processo seletivo em algumas outras empresas, planos de engravidar em stand by, quando "pumba"! Engravidei...dei a notícia ao meu marido a distância, pois até então estava finalizando as coisas em Recife. Tive sangramentos nas primeiras semanas como viram no último post, e esses sangramentos duraram até 15ª semana. Sim, desesperador! Fiz todos os exames possíveis e nada foi diagnosticado. Fiquei de repouso absoluto, numa cidade nova, sem conhecer ninguém e o pior, sem a menor autonomia (coisa que sempre tive). E, só o salário do marido, eu que sempre fui workaholic, tão independente e fiz o que quis, me vi bem isolada e com pouca grana, ou melhor, nenhuma. Aí, sem dinheiro livre para para minhas coisas pessoais, muito em casa, me dediquei a ler e a entender esse universo tão novo que é a maternidade. Independente de olhar religioso, se Deus me concedeu o meu maior sonho dessa forma, eu tinha que aproveitar essa oportunidade para esperá-lo cheia de amor e apesar das adversidades bem feliz. Ah, ainda virei uma dona de casa exemplar e cozinheira de mão cheia, mas sonhando no dia em que nunca mais precisarei fazer (kkk). Desculpem as prendadas, eu faço bem feito, com carinho mas sem prazer algum, meu negócio é trabalhar fora e estar antenada com tudo a minha volta. Mas, até que o universo doméstico não anda tão sofrido assim, apesar de não amar estou levando numa boa. Pensou que os probleminhas acabaram por aí? O meu plano de saúde era local, ou seja de Pernambuco, e no Ceará só tenho cobertura para urgência, todos os meses pego um vôo para Recife para fazer meus exames lá, tão pensando que o sufoco é pouco, é?! Não, não está sendo fácil e os gastos incontáveis, mas no fim, extremamente prazerosos porque são tudo para nosso filho. Vamos lá que ainda tem muito pano pra manga,  na 16ª semana já livre dos malditos sangramentos, fiz uma ultrassom para saber o sexo e estava lá: menino! Eu sabia, sentia, sonhava com um menino desde criança...sonhei com um menino na noite anterior de fazer o beta HCG. Era ele, meu Vinicius. Pai vibrando, tudo que ele queria e eu também. Até que os desafios não pararam por aí. Na 21ª semana fui fazer a ultrassom morfológica em Recife e no exame deu uma dilatação nos rins do meu bebê, fiquei desesperada pois já estava com passagem de volta para Fortaleza e minha médica pediu uma segunda opinião, pois o médico que fez a ultra não informou o tamanho da dilatação no laudo. Voltei para Fortaleza e marquei com um dos melhores especialistas daqui outra morfológica particular, ele refez o exame e confirmou que realmente existe uma dilatação bilateral nos rins do meu bebê, o direito um pouco maior, mas segundo ele de extensão 6 e o mais preocupante é quando passa de 10, que é importante monitorar mas que isso pode se reverter até o parto, ou depois do nascimento ficar acompanhando para ver se não evolui. Apesar de todo discurso tranquilizador do médico, de toda minha fé e pensamento positivo, não tem como não se preocupar e redobrar as orações. Você vai ler relatos na internet, vê resultados positivos mas também vê coisas ruins, e depois se arrepende de buscar o Dr. Google quando o seu médico, aquele que estudou tanto pra isso te tranquiliza. Mas, é só mais um desafio, né gente? É só mais um para enfrentarmos. O bom foi ver na ultrassom também o quanto ele já está grandinho, deu para ver seu rostinho e quanto já é bonito (pelo menos pra mim que mesmo no embaço do ultrassom achei ele lindo!).

Ufa! Escrevi, viu?

Passado todo esses transtornos, que pode ser considerado fichinha na vida de tantas outras mulheres que passam por desafios bem maiores, estou radiante! Estou saudável, morando numa cidade agradável e até já fiz algumas amizades aqui. Claro, não é a mesma coisa de estar entre seus familiares e amigos, mas estou levando numa boa toda essa mudança. Vou ser mãe e realizar o meu maior sonho, aliás, o único, o resto sempre foram objetivos e isso é o mais importante.
A partir de agora vou compartilhar aqui meu cotidiano, dúvidas, novidades, enxoval e tudo que se refere a esse universo tão mágico e novo que é a maternidade. Espero que me ajudem a dividir suas experiências postando nos comentários, ok?

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Cólicas e sangramentos - 5 semanas


Estou com pouco mais de 5 semanas e dias atrás tive um baita susto, um leve sangramento e cólicas intensas, fui a urgência e o médico passou progesterona e Buscopan comum para as cólicas. Na quinta, ontem, dia 03 de abril de 2014, foi minha primeira consulta, onde relatei tudo ao meu Gineco e imediatamente fiz exames no próprio hospital onde fica sua clínica. Hoje, assim que saiu o resultado liguei para o meu médico e passei as informações e tudo bem com meu "feijãozinho", meu médico inclusive suspendeu a progesterona e pediu somente para que eu maneirasse no esforço físico. Na verdade, como tudo ainda é muito recente, as vezes esqueço que estou grávida e não páro de fazer minhas atividades, pego peso, dirijo muito, tudo igual e nessa fase inicial e preciso de um certo cuidado pois existe um perigo de aborto espontâneo no primeiro trimestre de gestação. E ainda, já tenho 34 anos (quase 35), sou asmática crônica e tenho uma saúde delicada (chegou com qualquer vírus ou bactéria perto de mim eu pego), então tenho que botar o pé no freio. Tem também o processo de nidação, quando o embrião fecundado se implanta na parede do útero, que também ocasiona sangramentos e cólicas, que é normal e não deve dar medo na grávida. Então, vamos lá, tudo pelo meu filho (a)! Segunda faço minha primeira ultrassom e logo mais compartilho essa experiência. Segundo uma amiga médica, só dá para visualizar o saco gestacional e não dá para ouvir o coraçãozinho, queria muito, mas...fica para a próxima. 

quinta-feira, 27 de março de 2014

Estou grávida!

Sim, estou gravidíssima!
Recebi ontem lá do céu essa notícia. Na verdade, desde o término do período fértil, senti que estava esperando um bebezinho. Tive enjôo, muito sono, secreção vaginal (esquisita), até chegar o atraso da menstruação. Até fiz um teste de gravidez antes do tempo e deu negativo, claro, não estava na hora, mas não contive a ansiedade. Fiz outro, o "Grav Test" com atraso de 1 dia, as duas listras que aparecem quando dá positivo, uma deles ficou bem clarinha e me deixou confusa e muito ansiosa. Nesse dia, antes de dormir, pedi um sinal de Deus pois estava muito ansiosa e não queria me frustrar, sonhei com um bebê lindo nos braços e tive a certeza: meu filho está a caminho. No dia seguinte, muito cedo pois mal consegui dormir, fiz o exame e o resultado sairia às 14h. Fiz várias coisas pela manhã, fui ao salão, cortei, hidratei, fiz escova e unhas, saí me sentindo linda e fui buscar o exame, queria estar incrível para esse momento! (coisa de louca! hahaha...) E lá estava: positivo! Fiz todo mundo rir no laboratório com minha alegria, pulei muito! Estou grávidaaaaa!
Estamos de mudança para Fortaleza, meu marido foi transferido para lá, acabei de sair do meu emprego por conta disso e ia começar a tentar entrar no mercado lá. Fizemos a mudança início de março e pimba! Na hora mais imprópria (que nós achávamos), a cegonha chegou de surpresa. Ainda estou em Recife finalizando umas coisas para dia 13 de abril seguir de vez para o Ceará morar com o maridão que já iniciou suas atividades profissionais lá. Muitas mudanças e surpresas, e está sendo a melhor surpresa das nossas vidas! Meu marido está eufórico! Um desafio e tanto para mim que sou marinheira de primeira viagem, vou estar numa cidade diferente, mas para ter meu filho de maneira saudável topo qualquer parada. O mercado de trabalho me espere, que depois que ele nascer volto com tudo as minhas atividades, sei que não será fácil pois sou super agitada e amo o ambiente profissional, um dos meus maiores prazeres, mas agora é a hora do meu baby e tenho certeza que tudo dará certo. Nada acontece por acaso.

A partir de hoje, começo a alimentar o blog com minhas experiências, dúvidas e angústias. Além das melhores descobertas do que é: o maior sonho da minha vida.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sem planos...

Já se passaram muitos meses desde a última postagem e mais uma vez os rumos mudaram. Comecei a trabalhar numa empresa no fim de março, a representação não deu certo. E, os planos da gravidez foram arquivados, até que eu tenha mais estabilidade na empresa e segurança de que posso me aventurar no mundo da maternidade. Trabalho externo, faço viagens frequentes e é tudo muito novo. Eu e meu marido, apesar de ambos estarmos trabalhando, ainda não estamos estáveis financeiramente o suficiente para arcar com uma pessoinha da nossa família. E, além disso, meses atrás descobri que tenho endometriose, preciso fazer um procedimento cirúrgico para avaliar o problema, o que não poderá ser feito agora também por conta do trabalho novo. Enfim, continuo concebendo um amor aqui no meu coração, nos meus sonhos, um dia ele vai chegar e na hora certa.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Ansiedade, eu?

Falta alguns detalhes, falta também descobrir os melhores caminhos, mas falta mesmo é dominar a ansiedade. Que bobagem minha, falta tão pouco...

domingo, 11 de novembro de 2012

Mudança de planos

A vida muda e felizmente (ou infelizmente, nunca sabemos) temos que acompanhá-la. Justamente no mês que decidimos liberar para engravidar, recebemos uma proposta de abrirmos uma representação comercial aqui em Recife, de uma empresa mineira. O nosso dinheiro de recém-casados é curto, mal pagamos as contas, mas queríamos mesmo assim receber a benção de ser mãe e pai, ia ficar ainda mais apertado o orçamento mas onde come dois comeria três. Mas, não poderíamos negar a proposta de arriscar começar um novo trabalho, e como meu marido ganha mais que eu saí do meu antigo emprego para empreender e ele ficou no dele enquanto nos estabilizamos e seguramos a barra das contas até os negócios engrenarem. Decidimos então adiar o projeto "papais" agora e esperar as coisas se estabilizarem. Decisão fácil de tomar diante na nossa situação financeira, difícil demais para mim que estava me imaginando grávida, sonhando em como seria conceber o meu grande amor. Esses meses foram de grande ansiedade e mudança de paradigma, mas agora não adianta, filho só bem mais adiante e com uma estrutura melhor para ele. Talvez pela ansiedade ou outras questões como o excesso de peso, hoje estou com 80kg para 1.69 de altura, meu colesterol e outras taxas estão alteradas, além da progesterona que o que mais me preocupou, fora isso no mês anterior tive 15 dias de TPM, 10 dias de atraso menstrual e quase matei meu marido [risos], é sério. Mudei de médico por causa do novo plano de saúde e agora ele é o Dr. Alexandre Guerra, médico de excelente reputação e que me passou bastante confiança, amanhã cedo levarei os exames de sangue para ele e provavelmente ele deve passar outros para ver como está tudo aqui dentro. Afinal, tenho 33 anos e o tempo nesses casos não ajudam em nada. Enfim, continuo concebendo um amor, por enquanto ainda na minha cabeça, agora menos ansiosa e apenas esperando o momento, mas com o mesmo interesse em aprender e conhecer esse novo universo.